sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Marchem guerreiros negros (Valeu Gato preto - FAVELÁFRICA)

Quero dedicar essa letra do gato preto a todos militantes da consciência Negra


FAVELÁFRICA
(GATO PRETO, GRUPO a FAMÍLIA)

Certa noite ouvi gritos estridente e dolorosos
Os gritos eram de tamanha dor e tortura
Que eu me aproximei daquela triste e bela mulher negra
E perguntei o que havia
Ela cheia de dor, mágoa e tristeza
Respondia:
Lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele
Não compreendendo eu perguntei: Ele quem? Ele quem?
Melancolicamente ela bradava

O insano genocida, carrasco afanador de vidas
vai levar meus filhos inocentes por esses mares em tristes correntes
castigo, sangue, porões, pelourinho, chibata, grilhões
Filho do ódio, parasita, hospedeiro, filho do mal
chacal, condutor do pesadelo
Lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele, lá vem ele
E ainda sem compreender novamente perguntei
Mas ele quem? Ele quem? Ele quem? Ele quem?

A Mãe África arduamente, incansavelmente respondia
O chacal carniceiro, abutre, bandido do estrangeiro
Destruindo nossos filhos simplesmente por dinheiro
Ele é! O NAVIO NEGREIRO

Reflito e sinto pena daquela preta ingênua
Que aceita ser chamada de mulata ou morena
Valéria, Valença, valei-me meu grande Deus,
De tanta inconsciência, porque ela se esqueceu

Do tapa na cara, a dor da chibata
O tronco, a senzala Na boca amordaça, da preta Anastácia
Chefe Ganga Zumba, Zumbi e Dandara
O racismo não passa, é tudo fachada
É jogada armada
É tapa na cara da nossa raça
O corpo na vala, a rota que passa, polícia que mata
Mais um preto arrasta, o capitão lá da mata
Do branco a risada, racista piada

É mesmo uma praga, pra mim isso basta,
tô pegando minhas facas
Minha língua é navalha, palavra que rasga
E fogo que se alastra, deflagra e conflagra
Mas não quero só fala, eu parto para prática

Olha lá no templo o irmão desiludido
Louco muito louco por um pouco de alívio
Sacaram de uma sacola era esmola era o dízimo
Fogueira, fumaça, carvão, forca, fogo, a inquisição
Católica religião, demagogia preconceito

Eu vejo o desrespeito. Simplesmente eu não aceito
Miscigenação forçada, Mãe África estuprada
Nunca descobridores. Invasores só canalha
Torturaram minhas raízes e nos deram as marquises
Agora surge o revide, o Gato Preto lhe agride

O guerreiro vai atacar, yalorixá, Yorubá
Keto e nação banto, Nagô povo africano
Nos roubaram a riqueza, a beleza e a nobreza
A terra, a natureza, dizimaram a realeza

Arquitetura, estrutura, medicina e cultura
Diamantes, agricultura, e todo poder de cura
Na minha religião, a inquisição e tortura
O ataque, o massacre, o abate os combates

As brigas, as intrigas na Serra da Barriga
Negros combatentes, lusitanos covardes
A trincheira tá armada, a arena e Palmares
Católica covarde, com o apoio do padre

Resultado do pecado, esticado lá na esquina
Pro negro só chacina, nos roubaram a auto-estima
Ter cabelo crespo é vergonha pra menina
Só somos lembrados, no pesado ou na faxina

Luther King, Zumbi, Marighela,
Malcon X e Nelson Mandela
O povo preto avante na guerra
Sabotage e Jr Abu-Jamal e Donizete

Eu quero a parte que nos cabe,
Eu quero a parte que nos cabe
Eu quero a parte que nos cabe
E o reparo dos massacres

Dr. Rui Barbosa de mente majestosa
Ação meticulosa, pra mim foi criminosa
Fogo nos documentos, fogo em toda prova
fogo na minha vida, fogo na minha história

Devastaram o império, saquearam o minério
Era a peste branca, apoiada pelo clero
Mais eu quero, quero, e espero, sigo reto meu critério
Por quê?
Chicote rasgou corpo, sangue rolou no rosto
O carrasco achou pouco, era sangue de um porco
Assim ele dizia, o chicote, chibata descia

O irmão traidor me persegue no asfalto
Hoje quatro rodas, mas ontem cavalo
Hoje é polícia, ontem capitão do mato
Fato do meu passado, não me faço de rogado

Conheço, reconheço, muito bem todos esses fatos
Não me sinto derrotado, vou além conquisto espaço
o Preto não é aceito, é simplesmente tolerado
Quero a parte no meu prato, do bolo meu pedaço

Patroa muito boa, falsa como um dragão
escraviza Seu João
Só gosta da Maria, de vassoura na mão
No tanque lava roupa, e a barriga no fogão
Uma falsa dialética de forma sintética
Ausência de ética, falando em estética

Negro marcado, intitulado plebeu
A África não vale, só padrão europeu
Diz que o branco é bonito,o feio aqui sou eu

O Professor me fale, dos meus líderes, meus mártires
Chega de contrastes, ascensão sociedade
Quero a parte que me cabe. Educação e faculdade
Não quero as calçadas, eu preciso é de aulas

Trabalho informação, não um copo de cachaça
O tolo quer maconha, eu prefiro um diploma
Informado, doutorado, diplomado e graduado
Igual a Milton Santos, foi lá no passado

Eu parto pro debate, digo não à todas grades
Incentivo o ataque, agrupamento pro combate
Quero reparação por todo o massacre
E se eu sou oitenta, cota oitenta pra minha classe

E pra você ouvir, eu vou lhe repetir
Quero a parte que me cabe, quero a parte que me cabe
Eu quero a parte que me cabe e o reparo dos massacres

Eles querem guerra eu quero é paz
mas se quer, eu quero é mais, defender meus ancestrais
e por isso corro atrás Gato Preto é sagaz
bola plano eficaz, destruindo os capatazes
por quê?
Criaram novos termos, camuflando o preconceito
Fingindo encobrindo, o desastre que causou
Pretinho, moreninho, mulato homem de cor
Não aceito eu sou negro, eu sou afro-brasileiro
Herdeiros de Zumbi, eu também sou guerreiro

Cartola, Mandela, Portela.
Marcos Garvei, Marighela
Revolta da Chibata a Revolta dos Malês
Desmontutu minha nação gege
Meu black, minhas tranças, Referência pras crianças
Minhas tranças, o meu black, referência pros moleques

Candomblé, capoeira, feijoada, a caseira
Foi minha mãe quem criou
Besteira muita asneira, o seu livro já falou
Princesa Isabel, nunca me libertou


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sobre Monteiro Lobato e Literatura Afro

Recentemente uma polêmica veio à tona relativamente a um livro.
O Conselho Nacional de Educação emitiu um parecer em que considerava que um livro de Monteiro Lobato tinha termos racistas em relação a um personagem e recomendava que a editora colocasse um texto para que os professores trabalhassem esse aspecto com os alunos.
Logo veio à tona uma polêmica: a de que estaria havendo uma censura a Monteiro Lobato, um clássico da literatura brasileira.
Em primeiro lugar queremos dar os parabéns ao Conselho Nacional de Educação por ter colocado o dedo na ferida e ter tocado num intocável. Não é por que é clássico que não pode ter seu racismo analisado e denunciado. Nesse sentido, quem leu Monteiro sabe que ele deve muito às teorias da antropologia racista do século XIX, como mostra o seu livro “Presidente Negro”, uma obra em que aquela pseudociência encontra acolhida.
No entanto gerações e gerações vêm sendo formadas por aqueles estereótipos que aparecem no sítio e em outros livros e nunca se esboçou em relação a isso nenhum tipo de censura.
Essa questão de censura, aliás, é uma questão dúbia. Por princípio, qualquer censura é abominável, mas vemos livros em que se leem palavrões serem sumariamente condenados, numa atitude que também pode ser considerada censura. Afinal, até que ponto se pode cercear a liberdade de um escritor ou uma escritora, transgressores quase sempre?
E o que será que fere mais um estudante negro: um palavrão ou um personagem negro ter colado a si o adjetivo “macaco”, por exemplo?
Monteiro continuará a habitar o imaginário das crianças por muito tempo, a julgar pela reação da mídia conservadora e das classes que ela representa, mas já é hora de exigir mais respeito na forma de livros que retratem sem estereótipos personagens afrodescendentes, e nisso a literatura afro tem trazido sua importante colaboração: os autores afro-brasileiros, especialmente os contemporâneos, têm procurado elaborar personagens dignos.
Valorizar livros assim seria uma forma de contemplar a diversidade, a exemplo do que faz a Prefeitura de Belo Horizonte, um modelo nesse sentido, pois procura oferecer a seus alunos livros que lidem com nossa diversidade étnica. O país agradeceria mais iniciativas como essas.
Que nesses novos tempos que se anunciam para o Brasil, com uma mulher sendo eleita presidente (uma prova de que algumas coisas podem mudar, uma coisa que a eleição de Obama já tinha mostrado), que nesses novos tempos possa haver mais espaço para o sonho e a esperança.
Fonte: QuilombHoje

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Europa Civilizada mostra sua cara Racista

Lembram-se de quando Samuel Eto e Ronaldinho Gaucho jogavam pelo Barcelona e eram freqüentemente hostilizados pela torcida espanhola chamando os de macaco? Agora é a vez da Itália representar o racismo no velho mundo. Em jogo pelo campeonato italiano torcida do Cagliari Entoavam cânticos racistas contra o atacante, o arbitro até se manifestou pedindo para a torcida parar.
Bem os intelectuais brasileiros e todo o mundo tem constantemente reafirmado algo que não existe, Igualdade racial. Se o renomado jogador é tratado assim, imaginem os outros milhões de africanos e filhos da diáspora pelo mundo? Precisamos reavaliar a Europa civilizada e colocá-la no lugar que ela merece, lugar de culpada perante ao mundo africano e seus filhos espalhados pela terra por ainda hoje por tratá-los como sub-raça.
Israel Neto

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Serra ou Dilma? E a Hegemonia Continua

Após 22 anos da nova constituição e de uma suposta democracia, temos ai políticos que estão na ativa a mais de 30 anos, pessoas essas que implantaram e fizeram a manutenção da ditadura por mais de 20 anos. E elas estão aqui em 2010, parte dela foi eleita no âmbito do legislativo e para o executivo temos ai mais duas caras marcadas Serra e Dilma, um dito sensível as causas do povo, e outra diz conhecer a realidade do povo. Bem façam suas apostas, após termos alguém realmente do povo no poder por 8 anos, vamos trocá-lo e colocar novamente a elite (branca diga-se de passagem) para dirigir o Brasil. E não é a toa que esses candidatos ainda usam o atual e o antigo presidente como garoto Propaganda. O mais problemático do quadro político em 2010 é novamente não termos referencial, e sim intelectuais, profissionais da política, que estão fazendo a manutenção do poder a nossas custas.
Bem espero nos próximos post trocar mais idéias com vocês e aprofundar

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Por Uma Abolição Segundo os Principios de Patrocinio

A distância de 12 décadas que nos separam da escravidão parece diminuir cada vez mais que estudamos e conhecemos nosso passado e como nosso presente foi pensado. O grande repórter, patriota, republicano e negro José do Patrocínio, dedicou sua vida a causa abolicionista, sendo conhecido por alguns como “Patrono da Abolição”. Usando da imprensa para divulgar suas idéias e convicções, alem de seu protesto initerupto para o avanço da sociedade brasileira, que dizia ser completa só após a libertação dos mais de 1 milhão de brasileiros em condição escrava. O pacifico Patrocínio não perdoava em seus textos jornalísticos, ainda mais quando era questionado. Em uma ocasião afirmaram que seu jornal era de cunho imoral, o mesmo afirmou que “imoral seria o fim que daremos aos traidores da raça”. Deixando por vezes seus ideais republicanos quando conflitavam com seu desejo de extinção do serviço escravo. Viu a abolição, pensou a frente do seu tempo, colocando o negro em outra posição, a de pensador. Trabalhou parte de sua vida na construção de um dirigível e foi o primeiro brasileiro a possuir um automóvel, que não durou muito tempo na mão de patrocínio que atribuiu seu fim ao fato de não ter batizado o carro “- Já sei porque foi! – fez patrocínio batendo na testa – É porque não o batizei; estava pagão, o miserável” (Jornal a Voz da Raça - Julho 1937). O nobre militante, filho da escravizada Justina Maria e do Padre João Carlos Monteiro, nasceu em Outubro de 1853 deixando esse plano em Janeiro de 1905, deixando vários legados e idéias abolicionistas já que não conseguiu cumprir 100% de sua tarefa, uma tarefa que deixou por fazer foi a de propagar o socialismo na nação brasileira, seu querido amigo André Rebouças em sua famosa frase disse “quem tem a terra tem o homem”, possível caminho a ser adotado por esses abolicionistas que dedicaram sua existência para a dignidade da população negra e real abolição mental e física.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Orgulho...

Reconstruir ou construir o orgulho do homem negro é sempre secundario se de fato homem o mesmo não o é. Entendendo que ser homem vai alem de pertencer a uma especie ou ter um sexo definido. E que ser hoeme vai alem de ser "humano", como definição alguns dicionarios afirmam que a palavra e o ser "Humano" tras consigo a "Bondade", se assim for, realmente homens negros e brancos nunca foram "humanos". Ou entre o discutido processo de evolução o elemento humano se perdeu ou foi retirado. Pois se orgulho é "o elevado conceito que alguem faz de si mesmo", como um ser sem humanidade pode ter amor próprio, auto-estima ou brio?
O orgulho do homem negro passa por se reconhecer, se conhecer e também entender seu papel na história. Defiinir em qual ponto sua humanidade foi dissolvida, é elemento fundamental para reconstrução de uma memória humana, se é que o bicho humano um dia já a possuiu.
Orgulho, em 10 reflexões quero tentar entender qual é o caminho que a população negra tem que trilhar para uma construção ou reconstrução de um orgulho "humano" que não o distingua de seus pares brancos, num ambito cultural, social e econômico. Se quiser vir e pensar comig... Boa Viagem...

Texto: Israel Neto, Réu

terça-feira, 9 de março de 2010

A Ela com Carinho...

Quero homenagear aqui no meu blog, essa pessoinha, linda e maravilhosa, que transforma meus dias nos melhores dias de todos os tempos... Fiz esse texto logo depois que pude expressar tudo o que sentia por ela...

A FERNANDA com carinho e amor...

O dia em que disse "Eu te Amo"

Foram muitos encontros, antes do grande dia, lugares típicos a serem freqüentados por paulistas e paulistanos; shoppings, parques, lanchonetes. Em cada encontro era como se uma selva fosse sendo descoberta, trilha a trilha, arvore por arvore e neste caso sentimento por sentimento.
Dizem que quando vemos ou ouvimos a verdade a conhecemos, eu, pelo menos, precisei de um tempo pra perceber o obvio. Porem uma coisa ficou clara desde o 1º encontro: “ficaria com ela muito e muito tempo”.
A Bela Dama alem de atraente era a pessoa mais agradável do mundo. Em meio a frustrações e decepções, este anjo, de estatura média, pele clara, beleza única, sorriso inigualável, acompanhado de duas covinhas, entra em cena e torna momentos com ela, momentos de êxtase e alegria, apagando ou pelo menos, fazendo esquecer tudo antes dela.
Cortei todos os elos antigos para que ela se tornasse a única da minha vida. E aconteceu num belo dia, a beira de um grande rio, após o 1º Beijo, prometi a mim mesmo não perde-la jamais...
Durante semanas fui guardando e cultivando um sentimento que só poderia ser declarado na hora certa. Tive vários ensaios e tentativas, porem a coragem não permitira externar tais palavras, pois bem, era noite, mês dois, em seus últimos dias, uma mensagem convida para um encontro...
Aceito!
Desafio? Atravessar a cidade, passei pelas famosa Sé, Republica, Brás. Rumo ao Leste.. Dentro dos coletivos via rostos iguais aos meu e ao dela. Poderiam estar cansados pelo dia, alguns mostravam felicidades, olhares profundo onde se lia: “Saudade, Cansaço. Amor e Paz”... Quem lesse os meus olhos naquela lata em movimento, iria decifrar na hora pelo menos 3 sentimentos; “Saudades, Ansiedade e Amor...”
Estrategicamente tinha ao longo da semana deixado vazar que o sentimento que tinha era mais que carinho e adoração. Palco armado, atores a postos, não teria vergonha em abrir o espetáculo e recitar a 1ª fala, claro sempre no improviso. Como tudo entre nós é especial, A Bela Dama, fez a deixa, comentando algo sobre meus escritos, prossegui a cena, parecia parafrasear amores eternos como Romeu e Julieta ou Betty e Malcom, de repente ela sussurrou em meu ouvido, com a voz mais doce do mundo: “- Então, Fala pra mim”. Confesso que sempre tive dificuldade em falar isso, ou medo e confesso que muitas vezes não fui verdadeiro. Mas nesse momento, estava convicto, certo, feliz, naquele momento me tornei um homem completo, na real concepção da palavra, sem titubear me declarei: “- EU TE AMO”

Confira esses e outros textos na minha pagina do recanto das letras http://recantodasletras.uol.com.br/contos/2117584

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Princesa da Bola

Quero Homenagear com esse humilde texto as minas que representam no futebol...



Princesa da Bola
(Israel Neto)



Cabelo atras da Orelha,
Blush, Rimel e um leve batom
Ultima olhada no espelho.
Manto arrumado,
Ela sobre pro palco.
De meião e chuteira
Desfila sua beleza
Pela passarela do campo ou da quadra,
Dança seu balé,
Mais formosa que o voou de uma pomba branca.
Não perde a ginga nem o Molejo.
Seu cabelo ao vento,
Demonstra todo o talento.
Toque de bola,
Drible e empenho.
Leva a 9 nas costas,
Brasão no peito,
A Gata de pele escura chega junto,
Jogo de corpo e marcação,
Sem perder a classe,
Ela sabe qu esta sendo olhada e desejada...
Por sua beleza,
Pois tem certeza,
Que a princesa da quadra, da varzea,
Tem respeito e cadência,
Velocidade e certeza.
Voz suave que nem canto de passaro..
Imagina essa preta corr4endo no estadio!
Levando a galera a Locura,
Naquele canto entoado;
- é Gollllllllllll..
é dela memo,
Daquela mina,
Que daqui a cinco minutos,
Vai tá rindo e lembrando de tudo isso,
Debaixo do chuveiro!!!